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Não lido Sáb, 12 de Maio de 2007   #4
Jorge Cardoso
 
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Local: Leiria
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Jorge Cardoso é mesmo fixeJorge Cardoso é mesmo fixeJorge Cardoso é mesmo fixeJorge Cardoso é mesmo fixeJorge Cardoso é mesmo fixeJorge Cardoso é mesmo fixe
Básicamente, a afinação da tarola, é idêntica ao modo de afinação dos timbalões. A única coisa que difere, reside na tensão da bordoeira, ou esteira, como lhe quiserem chamar. Há até quem lhe chame rede.
Dependendo dos gosto de cada um ou até do estado de espírito, estica-se mais ou menos a pele de ataque ou de ressonância. Os três tipos de afinação podem-se aplicar, ou seja: pele de ataque mais tensa que a pele de ressonância, pele de ressonância mais tensa que a de ataque, ou ambas com a mesma tensão. Eu uso sempre ambas as peles com a mesma tensão, o mais aproximadamente e humanamente possível, de efectuar, sem o auxílio de afinadores. Há que ter em conta, as nossas preferências e o próprio carácter da bateria que vamos afinar. Mas para isso há que ter já uma certa experiência, que se adquire com o tempo e também conhecermos a nossa bateria. A minha já a conheço tão bem, que a consigo afinar muito rápidamente, eliminando os harmónicos indesejáveis e mantendo aqueles que dão o brilho de cada peça.
Mas no que respeita à tarola, o método que uso, é o básico rough tunning inicialmente e depois para complementar e sacar "aquele" som que quero, aplico o fine tunning, ou seja, acabar a afinação com pequenos ajustes de tensão, de 1/16, 1/8 de volta no máximo. Neste momento uso a pele de ressonância bastante esticada, o que quer dizer que se uso ambas a peles com a mesma tensão, a pele de ataque está também bem esticada. Resultado, um som projectado e alto, com aqueles harmónicos que se obtêm quando tocados nas extremidades da tarola e o punch seco do centro. No entanto não tenho harmónicos a mais, porque a minha tarola é em maple e nunca dá aquele som "latoso", bem como a pele que uso, também ajuda imenso, uma Remo Coated Power Stroke, que tem uma camada extra, interior, em toda a volta. Afinação sempre em cruzado, rough tunning e depois fine tunning. Quanto à tensão da esteira, se quiseres mais presença dela, tens que a ligar mais tensa. Menos presença, menos tensa. Posso estar errado, mas não concordo com o que o Xano disse, desculpa lá oh Xano. No meu caso uso-a bem tensa, para deste modo se poderem notar as ghost notes e os floreados.
Espero ter ajudado.
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"...água fura em dura mole, tanto dá até que pedra..."

Última edição de Jorge Cardoso : Sáb, 12 de Maio de 2007 às 22:31.
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